O desempenho de um fluido de corte não depende apenas da qualidade do produto. Um dos fatores mais importantes para garantir eficiência, proteção dos equipamentos e estabilidade do processo é a concentração correta da emulsão.
Ainda assim, muitas empresas fazem apenas reposições de água ou de fluido sem realizar medições periódicas, acreditando que isso é suficiente para manter o sistema em boas condições.
Na prática, pequenas variações na concentração podem comprometer toda a operação, aumentando custos e reduzindo a produtividade.
Nos fluidos solúveis, a concentração representa a proporção entre o concentrado e a água utilizada na preparação da emulsão.
Cada aplicação possui uma faixa recomendada pelo fabricante, definida conforme fatores como:
Manter essa proporção é essencial para que o fluido entregue todas as suas propriedades de lubrificação, refrigeração e proteção.
Uma emulsão muito diluída pode parecer uma forma de economizar, mas costuma gerar exatamente o efeito contrário. Entre os principais problemas estão:
Com menos concentrado na mistura, aumenta o atrito entre a ferramenta e a peça, acelerando o desgaste e reduzindo a vida útil das ferramentas de corte.
A concentração inadequada reduz a proteção contra oxidação, favorecendo o aparecimento de corrosão em peças, dispositivos e componentes das máquinas.
Emulsões muito diluídas criam um ambiente mais favorável ao crescimento de microrganismos. Como consequência, podem surgir odores desagradáveis, alteração da aparência do fluido e redução significativa da sua vida útil.
O desempenho da refrigeração e da lubrificação diminui, comprometendo o acabamento superficial e aumentando a possibilidade de retrabalhos.
O excesso de concentrado também traz consequências. Entre elas:
Ou seja, mais produto nem sempre significa melhor desempenho.
O monitoramento da concentração deve fazer parte da rotina de manutenção da operação. As principais recomendações incluem:
Esse acompanhamento preventivo reduz falhas e aumenta a estabilidade do processo.
Quando a emulsão permanece dentro da faixa recomendada, a operação ganha em diversos aspectos:
Pequenos ajustes de rotina podem representar uma economia significativa ao longo do tempo.
Monitorar a concentração do fluido de corte não é apenas uma questão técnica. É uma prática que impacta diretamente a produtividade, a qualidade da usinagem e os custos da operação. Com medições periódicas e ajustes realizados de forma correta, é possível prolongar a vida útil do fluido, proteger equipamentos e ferramentas, reduzir paradas inesperadas e garantir um processo de usinagem mais eficiente e confiável.
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